A rotina de Catharina sempre foi bem monótona. Acordar, se arrumar, ir à escola, voltar para a casa, almoçar e dar continuidade aos estudos até tarde da noite. Às onze da noite, ia dormir, para no dia seguinte, começar tudo outra vez. Nos fins de semana, o máximo que fazia, era ir no portão conversar com as amigas, pois não tinha dinheiro para sair.
Assim, a jovem foi passando seus dias, quando sua vida mudou completamente. As voltas do colégio passaram a ser mais felizes, animadas e talvez até apaixonadas. Carlos cruzou seu caminho, sempre andando pela rua ao lado dela e procurando sua doçura.
O início era amizade. Passaram-se dias, hora, meses, anos e o inesperado ocorreu. Carlos a pediu em namoro. Para ela, passar por essa experiência nova, aos 20 anos, era um paraíso. Feliz, aceitou a proposta.
Passou a conhecer mais sobre a vida de seu amado. Descobriu que tinha 22 anos, morava com a mãe. Seu pai havia morrido há bastante tempo e ele trabalhava como técnico em construção civil.
Catharina esperou passar um mês para assumir para toa a sua família, o amor que ela e Carlos estavam vivendo. A família no começo, não aprovava a situação, mas no final, eles viram que ele era boa gente, e que não seria capaz de fazer Catharina infeliz.
Anos se passaram. Catharina já havia terminado seu ensino médio e estava tentando ingressar na faculdade pública e Carlos estava a cada dia mais contente com sua promoção no trabalho.
Nessa onda de tranquilidade, Carlos resolveu surpreendeu Catharina com um pedido de casamento. Os pais dela, que eram bem tradicionais apoiaram a ideia e promoveram uma linda e elegante festa ao casal.
Após 6 anos, que Catharina já sabia cuidar de uma casa sozinha, e seu marido estava radiante com tudo, Deus lhes presenteou com um filho, que se chamaria Mateus. Todos ficaram contentes com a novidade.
O Nascimento de Mateus, não mudou a vida de ninguém, mas deu muitas alegrias à rotina de toda a família. Carlos continuou trabalhando e sustentando a casa e Catharina, sendo uma dona-de-casa e mãe bem dedicada.
Graças ao seu esforço, Carlos mais uma vez com a ajuda de Deus, conseguiu outra benção: comprou seu primeiro carro. Era pequeno, de cor cinza, mas que ajudaria muito o casal.
Apesar da felicidade pelo sucesso do seu marido, Catharina sentia algo estranho, era como um pressentimento triste, porém, não comentou sobre isso com ninguém.
O destino aguardou a comemoração da família pela conquista de Carlos para plantar a tristeza no coração de todos. A empresa em que ele trabalhava, pediu que ele fosse colaborar na construção de uma via expressa, em um bairro distante, à noite.
Guerreiro, lá foi ele. Se despediu de sua esposa e de seu filho, porém de forma diferente; Abraçou-os fortemente e disse que os amava. Saiu de casa, dirigindo seu carro. Quando estava quase chegando ao local de trabalho, Carlos bateu em um caminhão e seu carro entrou embaixo do mesmo. Foi um acidente terrível, que infelizmente, tirou a vida de Carlos.
A notícia chegou logo em casa. Catharina entrou em desespero. Não podia acreditar que havia perdido o amor de sua vida e que agora teria que seguir sua vida com seu filho, sozinha. Sua linda vida passava como um filme em sua cabeça. A ficha já tinha caído...Tudo a partir daquele momento, mudaria...
Agora,era somente ela, sua família, Deus e, uma lembrança de amor.
(Mariana Assumpção,
Rio, 23/05/2011)
Rio, 23/05/2011)
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